O governo militar de Gustavo Rojas Pinilla surgiu como resposta à instabilidade causada pela "La Violencia", contendo os conflitos entre os partidos Liberal e Conservador. Mobilizando um discurso de modernização, promoveu obras públicas importantes que consolidaram Bogotá como símbolo de avanços econômicos, e iniciativas políticas significativas como o voto feminino. Para se manter no poder, apelou à repressão política, lançando mão de uma fórmula autoritária como antídoto ao caos interno. Pressionado pela oposição que surgiu da articulação do bipartidarismo em uma única frente - a Frente Nacional -, Rojas Pinilla renunciou ao cargo em 1957. Retornaria à cena política em 1962 com a criação de seu partido, a Aliança Nacional Popular (ANAPO), que se tornou a principal oposição ao bipartidarismo. Em 1970, o general chegou como favorito à eleição, mas foi derrotado em um processo tido por diversos segmentos como fraudulento.