Liderada pela Frente Sandinista de Libertação Nacional, e por seu referente máximo Daniel Ortega, a revolução depôs a ditadura hereditária da família Somoza, que governava o país desde 1934. Inspirada em ideais socialistas, nacionalistas e anti-imperialistas, a revolução desejava nacionalizar setores estratégicos da economia, promover a reforma agrária, implantar programas sociais, e ampliar a alfabetização. Durante onze anos, a Nicarágua atravessou uma guerra civil, caracterizada pela forças revolucionárias em oposição aos Contras, o grupo armado de direita apoiado pelos Estados Unidos. A revolução teve seu fim em 1990, quando a FSLN sofria com as agruras da guerra civil e foi derrotada em processo eleitoral.