A Liga representou um dos primeiros esforços organizados para enfrentar a opressão secular sofrida pela população indígena na Bolívia. Fundada por intelectuais como Tristán Marof, defendia a reforma agrária e a cidadania para os povos originários, e atuou através de denúncias jurídicas e jornalísticas contra os abusos dos latifundiários. Apesar de sua curta duração, devido às pressões das classes dominantes agrárias e à sua natureza urbana e intelectual que limitou seu alcance direto, a Liga colocou a "questão indígena" no centro do debate público e inspirou as lutas que culminaram na reforma agrária de 1953.