O golpe de Estado liderado pelo general Rojas Pinilla em 1953 foi possível diante da crise de hegemonia política e da violência que se instalou após o assassinato de Jorge Eliezer Gaitán e a revolta do "Bogotazo". Liberais e Conservadores, que protagonizavam os conflitos, entram em acordo e firmam o pacto da Frente Nacional, com o objetivo de derrubar o governo de Rojas Pinilla e retomar o poder para os antigos grupos políticos representados pelos dois partidos, mantendo-se à frente do governo da Colômbia por quatro mandatos ditos constitucionais (1958-1974). O primeiro representante do acordo foi Alberto Lleras Camargo, dando início ao sistema de bipartidarismo, que era caracterizado pela alternância da presidência, distribuição de assentos parlamentares e dos principais cargos do governo entre os dois partidos. O acordo manteve as organizações populares à margem da disputa política institucional, restando a elas atuar por meio das guerrilhas. Em 1970, o canditado conservador Misael Pastrana Borrero, representante da Frente Nacional, derrotou novamente Rojas Pinilla, então candidato da oposição pela Aliança Nacional Popular (ANAPO). O processo eleitoral foi marcado por fraudes, e gerou uma série de descontentamentos, incluindo o surgimento da Guerrilha Urbana M-19, e contribuiu para o fim do acordo em 1974. A lógica do sistema bipartidário, porém, continuou a operar até que a Constituição de 1991 viesse permitir maior abertura política, e a ascensão de lideranças fora da elite tradicional.