Estabelecido em 1972 como dissidência das FAR, o Exército Guerrilheiro do Povo (EGP) se distinguiu por seu forte trabalho de base entre a população indígena e camponesa, combinando a luta militar com um trabalho político de conscientização, seguindo uma linha ideológica marxista-leninista e guevarista. Sua atuação foi crucial para a resistência contra os regimes militares, especialmente durante a escalada de violência estatal nos anos 1970 e 1980, marcados por massacres e terra arrasada contra comunidades rurais. Em 1982, o EGP unificou-se com outras três organizações para formar a Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca (URNG). A URNG foi a representante da guerrilha nas negociações dos Acordos de Paz de 1996 que encerraram os 36 anos de guerra civil.