Desde 1960 a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tornou-se uma agência poderosa na defesa dos interesses dos países produtores sob o discurso de "coordenar e unificar as políticas de petróleo e garantir a estabilização dos mercados de petróleo, a fim de garantir um fornecimento eficiente, econômico e regular do recurso aos consumidores, uma renda estável aos produtores e um retorno justo de capital para aqueles que investem na indústria petrolífera". Em 1973, em protesto pelo apoio prestado pelos Estados Unidos a Israel durante a Guerra do Yom Kippur, a OPEP decidiu aumentar o preço do petróleo em mais de 400%. A ação obrigou os Estados Unidos a buscar uma fonte estável de petróleo, numa operação que atrelou as transações do recurso ao dólar. O aumento do valor dos preços do barril no mercado mundial ampliou a oferta da moeda, consolidano sua posição como principal reserva global, e fortalecendo os Estados Unidos como império econômico global. O crescimento econômico dos países da América Latina durante a década de 1970 fez-se às custas dos empréstimos dos chamados petrodólares, cuja consequência foi a crise da dívida externa na década de 1980. Países como México e Venezuela, grandes produtores do recurso, se beneficiam a curto prazo, mas tornam suas economias altamente dependentes do petróleo.