Deflagrada em 1982, com o anúncio da moratória da dívida mexicana, a Crise da Dívida Externa decorreu da combinação de empréstimos tomados pela enorme oferta de dólares ao longo da década de 1970, seguidos da abrupta alta das taxas de juros internacionais no início dos anos 1980. Para contornar a fuga de capitais, a hiperinflação e os cortes brutais nos investimentos sociais, os países da América Latina se submeteram aos planos de ajuste estrutural do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que priorizavam o pagamento aos credores externos em detrimento do desenvolvimento interno. Tais políticas de austeridade resultaram no aumento da pobreza, da desigualdade e no desmantelamento do Estado desenvolvimentista, redefinindo o modelo econômico da América Latina em favor do Consenso de Washington e das políticas neoliberais.