Impôs um pacote de políticas neoliberais na América Latina, com prioridade à liberalização econômica, à redução do Estado e sua abertura ao mercado global, estabelecendo planos de ajuste estrutural ditados pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial, que priorizam o pagamento a credores externos em detrimento do desenvolvimento interno dos países. Ajustes econômicos, como a redução dos ganhos dos trabalhadores e o controle de gastos públicos, passaram a ser indicados como principais atrativos para investimentos externos que deveriam financiar o crescimento. Na prática, tais políticas aprofundaram a dependência de capitais estrangeiros, reduziram a capacidade de investimento estatal em infraestrutura impactando no desenvolvimento econômico, ampliando as desigualdades e fragilizando os direitos sociais promulgados nas constituições promulgadas pelos países após seus processos de democratização.