Após o então vice-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon ter sofrido tentativa de agressões por militantes de esquerda em visita à Venezuela em 1958, o govenro brasileiro defendeu a ideia de que somente a eliminação da miséria poderia conter o avanço do comunismo no continente. O presidente Juscelino Kubitschek propôs então a Operação Pan-Americana, idealizada pelo diplomata Augusto Schmidt, como proposta de cooperação internacional de âmbito hemisférico. A proposta, apoiada por outros governos da América Latina, encontrava reforço nas teses sobre o subdesenvolvimento formuladas pelos intelectuais da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), e foi ainda mais validada após a Revolução Cubana. Tais movimentos históricos forçaram os Estados Unidos a olharem para a América Latina com mais atenção. Foi nesse contexto que, em 1961, o presidente dos Estados Unidos John Kennedy lançou o Programa Aliança para o Progresso, no sentido de estabelecer as bases de cooperação pan-americana para ações sociais e ajuda econômica em diversas áreas.